sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Conhecendo a escola

A pesquisa do tipo etnográfica exige um trabalho de campo. O que pressupõe uma proximidade com as pessoas, situações e locais. No caso da pesquisa do processo educativo, o pesquisador vai descrever tudo o que envolve o espaço escolar: localidade, espaço físico, materiais utilizados, formação docente, alunos, funcionários, recreio, pátios, público alvo, projetos desenvolvidos, participação da comunidade e outros aspectos que fizerem parte do cenário.

O amor é contagioso


O filme nos mostra um estudante de medicina que acaba de entrar na faculdade com sonhos e dúvidas a respeito da formação profissional. Ao observar a ação dos mestres, comportamento e tratamento com os pacientes percebe que é de forma mecânica e distanciada, tendo sempre relação com o tipo de enfermidade que a pessoa  tem.
 Transferindo a situação do filme para a sala de aula das escolas tendo em vista o currículo, percebemos que ele é tratado no filme como algo engessado, sem nenhuma possibilidade de mudança, de adequação com a realidade da escola e do aluno.
A relação  teoria-prática no filme nos mostra que a fragmentação teoria primero e só muito tempo depois a prática, faz com que o aluno  não relacione as duas coisas e em consequencia não produza o conhecimento que o guiará na vida profissional.
No filme os alunos só poderiam ter contato com os pacientes no hospital a partir do 3º ano, comparando com o curso de Pedagogia, estavam em situação menos pior, pois em pedagogia o aluno só tem contato com a escola no último ano.
Isso leva a muitos estudantes se decepcionarem e até se frustarem com aquilo que antes era sonho e esperança. Mas o filme também mostra a coragem que o estudante teve em desafiar o currículo, os professores e o sistema em geral, e começar a produzir seu próprio currículo, dando uma lição de perseverança e humanidade. É isso que precisamos fazer, romper com o conformismo e começar a escrever nossa própria história, pois de acordo com Freire (2006, p.54) a posição do homem no mundo deve ser “a posição de quem luta para não ser apenas objeto, mas sujeito também da História”.
Quando o homem se aceita como sujeito transformador da realidade; se conduz como indivíduo e não mais como um animalzinho fruto de um condicionamento social, ele vai ganhando autonomia. A existência, a liberdade humana depende do esforço do indivíduo correr o risco de dizer e ser, eu. Para Gadotti (1998, p. 17), “nossa tarefa, nossa dignidade, nossa liberdade surgem quando, rompendo com o papel de expectador submisso [...] modelado pelos conformismos do momento, tomamos a decisão inconfortável de fazer face e de nos situar”.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Estágio na Educação Infantil (Creche Sta Tereza)

sábado, 5 de setembro de 2009

Reunião de estágio no CAIC

Refletindo minha história

Cantar a beleza de ser um eterno aprendiz... (Gonzaguinha)



Minha primeira experiência com a cultura letrada foi em uma escola da amiga de minha mãe perto da minha casa. Não sou muito boa pra lembrar datas, mas creio que minha educação infantil aconteceu quando eu tinha mais ou menos 4 ou 5 anos de idade. A metodologia na escola era tradicional, pois dessa época só me recordo de atividades em que eu tinha que cobrir as letras e pintar desenhos já prontos.

Recordo que minha professora era uma jovem muito esforçada e que além dos próprios estudos dava conta também dos seus alunos. Da relação professor-aluno o que me lembro agora é que era um pouco tendenciosa, pois a professora dava atenção diferenciada a uma aluna da classe, talvez por ser ela a menor da turma, também pode ser apenas lembranças de uma garota com ciúmes da coleguinha. Minha irmã caçula estudava comigo e lembro-me que além de minhas atividades, eu executava também as dela, enquanto ela dormia na cadeira mesmo.
Depois dessa escola eu estudei em uma que eu não sei o porquê, mas ela funcionava no Estádio e minha sala ficava em frente à porta que dava acesso ao corredor que levava até o gramado. Não me lembro da vivência nesta escola, a não ser a insistência da professora em nos comportarmos bem ou então ela nos colocaria no quarto escuro (depois fiquei sabendo que era apenas o corredor que dava acesso ao gramado). Uma vez uma colega, por não se comportar bem, foi levada para o quarto escuro, coitada, gritava tanto e a professora ainda falava com o restante da turma que aquilo poderia acontecer conosco também. Nunca fui ao quarto escuro, pois sempre me comportei da maneira como a professora queria. Hoje percebo quão autoritária era a professora e o quanto tradicional era o ensino, pois a disciplina tinha que ser mantida a qualquer custo.

Refletindo minha história II

Minha alfabetização aconteceu no Colégio Alíria Argolo Pereira, se deu no método silabário e apesar da boa vontade da professora, a relação ainda era hierárquica, onde a professora falava e os alunos apenas escutavam. A avaliação era de forma mecânica, pois tínhamos que expor por escrito tudo aquilo que a professora ensinava com as aulas.

Nessa forma de avaliação o alvo era aquilo que o aluno não tinha memorizado, ao invés de avaliar o progresso do aluno no processo de aprendizagem.
É notório que hoje os professores tem buscado avaliar seus alunos de forma mais significativa, ainda não chegamos ao ideal, mas avançamos bastante.

Refletindo minha história III

O ensino fundamental I eu cursei na Escola Adelaide Rodrigues Lima. Lembro que minha professora da 1ª série mostrava ser uma pessoa muito calma e compreensiva, mas meu desejo e o de muitos na escola era ser aluno da professora da 2ª série, pois ela motivava seus alunos, promovia eventos na escola e só em olhar para ela eu imaginava como seria o ano seguinte. Finalmente quando eu estava na 2ª série logo percebi que a professora havia mudado, a pró atual se chamava Leide, ela era muito dedicada e tinha dois filhos, sendo que um deles tinha necessidades especiais. Não sei se essa criança tinha acesso à escola, hoje reconhecemos a importância da educação inclusiva e a necessidade de considerarmos as pessoas com tais necessidades como sendo iguais a nós, na sua condição de sujeitos como nós.
Nessa época o ensino ainda era muito tradicional, lembro que certa vez a professora da 3ª série faltou alguns dias e a diretora da escola ficou no lugar, ela quis saber qual a tabuada que a professora estava “tomando” naquela turma, quando descobriu que era a do 2 virou uma arara, gritou bastante e disse que no dia seguinte iria “tomar” uma bem maior, que eu não me lembro agora. Essa diretora gritava tanto no colégio que às vezes parecia que ia explodir. Ela levava a gestão a mão de ferro, todos os dias tínhamos que estar em forma na frente da escola e cantar o hino nacional e se tivesse alguma data especial cantávamos pelo dia também.
A professora da 4ª série tinha uma relação muito fria com seus alunos, e o método de avaliação era bastante mecânico, uma simples repetição da pergunta que ela fazia já era o suficiente para uma bronca daquelas.

Meus pais sempre estiveram presentes na escola, não apenas em reuniões de pais e mestres, mas sempre que achavam necessário. Eles incentivavam muito a leitura, tive acesso aos livros desde cedo, quando ainda não sabia ler uma irmã que já sabia lia as histórias para os que até então não liam. Esse ambiente estimulador em casa é de suma importância, pois pode se constituir elemento importante para a aprendizagem da criança.